segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O EGO E AS SUAS MANIPULAÇÕES


A culpa pode ser considerada como uma forma de manipulação. Perante a culpa punimo-nos e vitimizamo-nos. A culpa é uma forma de flagelo e ao mesmo tempo uma chamada de atenção do Ego: “Eu tenho culpa! Eu sou má! Eu errei!”, ou seja, a culpa é uma manifestação do ego pela negativa. A culpa é uma forma de o ego criar uma prisão ilusória que nos obriga a ver a realidade através do crivo do remorso e da censura. É uma forma de controlo, um modo do nosso ego se manter “na boca de cena”, isto é, uma forma do ego manter a nossa atenção sobre si próprio, manter-se como o protagonista da nossa vida. Na culpa, o ego continua a ser o grande actor, só que a apresentar-se num papel dramático.
Como tudo o que é desconfortável, a culpa é uma aprendizagem. O caminho da libertação da culpa conduzirá a um caminho de desapego e de aceitação. Deixemos que o rio da consciência dilua a culpa nas suas águas e permita que integremos a responsabilidade de cada acto como uma caminhada no trilho da nossa essência. Aí o erro será, apenas mais um passo do nosso CAMINHO.

Fica uma meditação de Louise Hay e para quem quiser pode tentar mais informação de outras fontes neste site ou neste site (há muitos mais, sugiro estes como pontos de partida!)


Eu liberto-me de todos os sentimentos de culpa 



No passado, eu vivia ensombrada pela culpa. Eu sentia que estava sempre errada. Eu não fazia as coisas bem. Eu estava sempre a pedir desculpa. Eu não me perdoava por coisas que tinha feito. Eu manipulava os outros, tal como me tinham manipulado a mim. Mas agora sei que a culpa não resolve nada. Se no passado eu fiz algo de que me arrependo, eu simplesmente deixo de o fazer! Se puder, dou satisfações à pessoa que ofendi. Se não puder, simplesmente não volto a repetir o comportamento. Eu sei que a culpa atrai o castigo e que o castigo cria dor. Assim, eu perdoo-me e perdoo os outros. Eu saio da prisão que construí para mim mesma.

in “Sabedoria Interior – Meditações para o Coração e a Alma” de Louise Hay

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